🎧 MÚSICA E NEUROCIÊNCIA: O QUE CADA ESTILO FAZ COM O NOSSO CÉREBRO?

🎧 MÚSICA E NEUROCIÊNCIA: O QUE CADA ESTILO FAZ COM O NOSSO CÉREBRO?

Por Emerson Jose
Antena Assessoria

A música é uma linguagem universal que atravessa culturas, gerações e estilos. Mas o que ela faz com o cérebro humano? A neurociência tem se dedicado a entender os impactos emocionais, cognitivos e comportamentais dos diferentes gêneros musicais — e os resultados são fascinantes.

Rap e Funk (algumas vertentes): quando a batida pesa no comportamentoEstudos apontam que músicas com conteúdos repetitivos de violência, drogas e ostentação aumentam a atividade na amígdala cerebral — região associada ao medo, raiva e impulsividade. O rap, quando usado como expressão social positiva, tem seu valor. Porém, na maioria das programações populares, ele aparece com forte apologia ao crime, à violência e à erotização precoce. Isso gera dessensibilização emocional e até normalização da criminalidade entre os mais jovens. Neurocientificamente, isso é perigoso.

Samba e Pagode: uma nostalgia que às vezes deprime
Esses estilos, embora tradicionais e parte da cultura brasileira, trazem em muitas de suas letras temas como traição, abandono, vício em bebida e sofrimento amoroso. A repetição de padrões líricos ligados à dor emocional pode ativar regiões ligadas à tristeza, como o córtex pré-frontal ventromedial, e induzir quadros leves de melancolia e, em alguns casos, até sintomas depressivos em ouvintes mais vulneráveis emocionalmente. Isso não é “preconceito musical”, é ciência.

Forró: alegria ou fuga emocional?
O forró, sobretudo nas versões modernas, usa letras simplificadas e apelo sensual explícito, sendo consumido de forma intensa em contextos de bebida alcoólica e festas. Embora o ritmo seja contagiante e dançante, neurocientistas alertam: quando a música serve como válvula de escape constante da realidade, ela pode criar um ciclo de alienação emocional, reduzindo a capacidade de introspecção e autoconhecimento.

E o que dizer das músicas dos anos 60, 70 e 80?

Aí entra um ponto que a neurociência tem reforçado cada vez mais: músicas com arranjos harmônicos, letras com conteúdo e produção instrumental mais rica ativam o cérebro de forma mais ampla.

🔹 Anos 60 – Foco em bandas como The Beatles, Rolling Stones, Elis Regina. Canções com conteúdo poético, mensagens de amor, paz e esperança. Essas músicas ativam o córtex pré-frontal e ajudam na regulação emocional, fortalecendo o senso de identidade e propósito.

🔹 Anos 70 – O soul, o rock melódico, a MPB mais consciente. Letras que abordam reflexão, resistência, relações humanas. Há estímulo positivo à memória de longo prazo e ativação do sistema límbico, que regula emoções e sentimentos positivos.

🔹 Anos 80 – A era dourada da música pop e do new wave. Grupos como A-ha, Pet Shop Boys, além de nomes como Cazuza, Legião Urbana e Engenheiros do Hawaii marcaram gerações. Letras com mensagens fortes, arranjos ricos e sonoridade equilibrada entre emoção e energia. Essas músicas produzem dopamina (hormônio do prazer) e contribuem para estados mentais mais estáveis.

Inclusive, vale observar que até hoje as grandes marcas usam músicas dos anos 80 em campanhas publicitárias e trilhas de filmes como Thor: Ragnarok, Guardiões da Galáxia, Stranger Things e outros sucessos. Isso porque geram identificação emocional imediata — mesmo em quem não viveu aquela época.

E as músicas atuais?

Artistas como Anitta, Pabllo Vittar e tantos outros fazem sucesso, mas é preciso entender o impacto por trás. Estudos indicam que músicas com batidas muito repetitivas, excesso de autotune e letras de duplo sentido afetam negativamente a concentração e, em longo prazo, podem reduzir a tolerância à complexidade. É o "efeito fast food musical": viciante, mas pobre em nutrientes emocionais.

Conclusão

Não se trata de gosto pessoal. Trata-se de resultado. Emissoras que priorizam qualidade musical e respeitam o cérebro do ouvinte colhem frutos. A Antena Assessoria está aqui para ajudar emissoras a fazer essa transição com responsabilidade e estratégia. A música não é só som — é uma ferramenta de construção ou destruição emocional. Escolha bem


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